28 dezembro 2016

Ah, dois mil e dezesseis...

Que ano. Mais uma vez não me darei ao trabalho de qualificar como bom ou ruim. Houveram conquistas significativas, mas também perrengues bem traumáticos.

1. Passei o ano novo na praia com meus pais e uns tios (isso conta a partir do momento que esse ano nem pra praia fomos).

2. Por causa da greve de 2015, no ano novo eu estava no meio de um período da faculdade, o famoso "2015.2". Varios danos.

3. Logo ao voltar para o Rio de Janeiro, dois amigos da terrinha natal (Pedro e Vinícius) passaram quase uma semana por lá, se não me engano entre 14 e 20 de janeiro.

4. Pela primeira vez, curti um Carnaval. Uma das sensações mais gostosas e divertidas da minha vida. Me apaixonei pelo bloco do Sargento Pimenta. Foi no primeiro fim de semana de fevereiro.

5. Comecei o meu primeiro estágio na área que estudo. Comecei a trabalhar no Arquivo Nacional, em um projeto de imigração. Só eu sei como foi um alívio ter conseguido um trabalho depois de um ano - literalmente depois de um ano, pois me mudei para o Rio no dia 28 de fevereiro de 2015 e comecei a estagiar dia 1º de Março.

6. Fui pela segunda vez ao show de Florence + the machine. Foi libertador. Fazia mais de um ano que eu não ia a um show por falta de money. Também foi show do Mumford and Sons no mesmo dia e toquei no Marcus Mumford quando ele tentava sair da plateia. Foi ótimo.

7. Me apaixonei. E não sei se tenho palavras pra descrever isso. Havia começado o ano sem vontade alguma de me envolver depois de uma série de desilusões. Mas é como dizem: a gente nunca sabe de quem vai gostar.

8. Meu pai foi para o Rio no segundo final de semana de Junho para -finalmente- me ajudar a reformar meu quarto, que caia aos pedaços. República, né mores. Passei o dia dos namorados ajeitando tudo. Depois de mais de um ano, finalmente passei a me sentir confortável em um cantinho meu. 

9. Vi a necessidade de dinheiro se somar com as sugestões de começar a vender as coisas que eu criava. Em julho, idealizei minha marca de camisetas, a Theia. Aos tropeços tento conciliar minha atenção pra ela também, mesmo sabendo que preciso sentar e focar minhas ideias um pouco mais nela.

10. Passei a frequentar mais a região portuária, onde moro no Rio. Nunca fui de frequentar a Pedra do Sal, que fica logo embaixo de casa. Conheci mais os eventos que acontecem por lá, bem como os blocos. Também se tornou comum passear pelo Píer Mauá e pela Orla Conde, que foram repensados com as Olimpíadas.

11. Por falar em Olimpíadas: nunca vi o Rio tão seguro, feliz e com os espaços ocupados como entre Agosto e Setembro. Sempre tinha algo pra fazer, nem que fosse assistir os jogos no telão da Praça Mauá. Vários shows de graça (sdds Pretinho da Serrinha e Johnny Hooker+Elza Soares). A vinheta me deixa nostálgico. Assisti a dois dias de Atletismo Paralímpico, no Engenhão.

12. Chegou outubro. Eleições. Como parte do Centro Acadêmico do meu curso (consequentemente parte do Movimento Estudantil), me envolvi minimamente com a candidatura do professor de história Marcelo Freixo (que estava frente ao pastor mais-conservador-que-picles Marcelo Crivella). Saí adesivado, distribuindo material e frequentando os comícios. A campanha foi linda, a maior vaquinha já existente. Apesar de mais de seis vereadores maravilhosos eleitos, Freixo não ganhou desta vez. Também fico nostálgico com o jingle.

13. Por falar em política, vi a primeira presidentA do país sofrer um golpe daquela piscina de ratos que chamamos de congresso. Não sei se repararam, mas o Brasil não entra em uma crise política assim há anos! Diversos atos foram construídos durante o ano - fui inclusive a um show do Caetano no OcupaMinC, no primeiro semestre -, mas as mobilizações mais desgastante se deram agora no final do ano, principalmente com as ocupações e os atos contra a PEC 55.

14. Apesar de ter reprovado uma matéria e trancado uma por saúde mental (item 16), esse ano eu enviei meu primeiro artigo acadêmico, redigido com duas outras colegas,  para publicação em uma revista da faculdade. O artigo foi indicado para publicação após nossa apresentação na Semana de Integração Acadêmica, que ocorreu em Outubro. Apesar do tema não se da minha área de verdade, foi uma conquista.

15. Finalmente, depois de dois anos deixando crescer - com uma pausa no meio do caminho para ajeitar as pontas - cortei o cabelo para doar. Uns 20cm. Saudades :(

16. Terminei - e aparentemente estou virando - o ano com uns probleminhas psicológicos, como crises de ansiedade. Foi assustador no início, mas estou procurando tratar. Comecei, inclusive, a frequentar psicanálise. Cuidem da saúde mental de vocês, queridos(as). Não esperem as crises virem para se importar. A parada é séria e causa danos horríveis, mas sempre há saída!

Que ano, meus amigos. Teve frutos, mas foi perrengue. Que venham mais outros, que agora já senti o drama e tô mais calejado. Saúde, física e mental, pra aturar o que tem pra vir.

26 dezembro 2016

Podcasts podem salvar a sua vida

O trabalhador contemporâneo é uma pessoa muito compromissada. Ele leva muito tempo de ônibus para ir até o seu trabalho - e para voltar também. Ele trabalha por 4, 6, 8 horas diárias em seu computador. Ele passa 1, 2 horas diárias na academia. E ainda tem que cozinhar. E tem trabalho a ser feito em casa. E tem que faxinar - o que inclui lavar e passar roupa, limpar e reorganizar os cômodos, lavar o banheiro, enfim... Além de tudo isso, ele precisa estar antenado. Precisa estar a aprender coisas novas o dia todo, adquirir conhecimento que pode mudar a vida dele (e de seus conhecidos), saber o que se passa no noticiário (que anda muito ruim de qualidade)...

Listei abaixo cinco podcasts por onde comecei a ocupar as horas em que os ouvidos estão livres. Sério, vale a pena :)

  1. Xadrez Verbal: programas basicamente voltados pra política e história, nacional e internacional, essencialmente contemporânea - apesar de ter coisas sobre episódios mais antigos e tal. Eles fazem seus próprio programas mas também participam muito de outros podcasts (como o Anticast e o Nerdcast aqui listados).
  2. Mamilos (B9): podcast pra informar de uma maneira delicinha e engraçada; cultura, preconceito, saúde, polêmicas nacionais e internacionais... Ai, muito bom. 
  3. Nerdcast: não, o Nerdcast NÃO é só sobre games, tecnologia, cinema, TV e essas coisas que as pessoas ligam de primeira quando se pensa em "nerd". Lógico que fala disso também, mas eles têm vários programas de história, política, empreendedorismo e vários outros assuntos. É talvez o portal de podcast mais famoso desse paíszinho, gente: já são mais de 500, lançando um novo todas as sextas. 
  4. AnticastPolítica, arte, cultura pop... O Anticast fala de tudo e ainda tem vários outros podcasts dentro dele mesmo (de design, de literatura, de cinema, etc).
  5. Salvo Melhor Juízo: era um podcast independente, agora pertence ao Anticast. É o meu favorito por enquanto. Sempre quis achar um meio de aprender sobre direito que não fosse simplesmente ler livros. Acho que nossa falta de noção sobre esse assunto prejudica muito a nós mesmos! Vale muito a pena, os programas são ótimos!

29 agosto 2016

2016.2

Eu acordo daqui 6 horas e 30 minutos para começar mais um período estagiando em um arquivo e estudando História naquela instituição que me instiga tanto quanto me enoja, a famosa universidade. Tirei as teias de aranha do layout desse blog (bem como da página Sobre) e pretendo voltar pra transcrever coisas a ponto de poder comparar minhas visões com o passar do tempo. Sério, ler as coisas de anos atrás aqui postadas, ainda que minhas percepções tenham mudado drasticamente, tem sido bastante interessante.

Completará dois anos que não corto o cabelo (exceto quando aparei as pontas ao fazer um ano). Recentemente pedi meu primeiro cartão de crédito e mal posso esperar para ele chegar e eu virar mais um adulto endividado. Nesse exato momento estou com a sensação de ter engolido uma bola de pelos após ter passado a tarde lixando e pintando a sala da república onde moro. As três semanas de férias acabaram e, como havia dito, daqui menos de sete horas começa uma nova rotina - que planejei para ser mais tranquila, uma vez que a conturbação do último período me presenteou com um princípio de gastrite. Mas depois eu conto mais sobre isso tudo, que preciso descansar agora.

Boa noite.

18 fevereiro 2016

stop making a big deal out of the little things



Achei um post no rascunho. Um que nunca postei, de um ano atrás, dizendo minhas metas de 2015. Estava escrito assim, como uma espécie de dez mandamentos:

Nem falei de metas pra 2015 né? Que antipático. Na verdade minhas metas são meio que abstratas. Claro, tem o "praticar esporte e perder peso" de sempre, mas não convém postar sobre isso aqui. A meta pra esse ano é ser humano.

Elogiarás mais as pessoas.
Importarás mais com o bem estar do próximo.
Não julgarás as pessoas pela ideologia ou pela aparência.
Serás mais otimista em relação a si próprio.
Abraçarás mais.
Respirarás.
Amarás mais a família.
Absorverás mais conhecimento espiritual.
Farás o máximo para realizar os teus sonhos.
Lidarás de forma mais simples com tudo.
Eu esqueci complemente disso, visto que dei uma sequelada com o blog no último ano. Mas, inconscientemente, acabei melhorando em alguns aspectos, nos destacados. Preciso dar uma atenção aos outros casos, especificamente no "respirarás" e no "lidarás de forma mais simples com tudo". Às vezes parece que eu fico apertando na mesma tecla mesmo sabendo que tá na hora de parar e mudar. Também parece que, dentro da minha cabeça, faço parecer grandes coisas que poderiam entrar por uma orelha e sair pela outra. O "absorverás mais conhecimento espiritual" também pode me ajudar nisso, afinal sempre quis estudar mais sobre o que outras religiões têm a nos oferecer de bom. No caso do otimismo, não lembro qual a real razão de eu enumerar isso. Talvez porque eu não acreditava muito na possibilidade de entrar pra faculdade e, bem, cá estou. E sobre não julgar a ideologia alheia, tenho novas metas sobre essa questão. A gente das humanidades sempre tem essa coisa que querer despir os outros dos preconceitos sempre que possível - a famosa desconstrução - , e realmente acredito que isso deva ser feito. Mas percebo que às vezes, na indignação, acabo sendo um pouco agressivo (?) ao argumentar. Não que eu xingue ou me exalte, mas acredito que eu possa melhorar na hora de ser didático e explicar as coisas pras pessoas. Eu vou ser professor, poxa! Esse período na faculdade comecei a estudar Psicologia da Educação e é hora de diminuir um pouco a explanação do lado militante comuna-gayzista-feminazi e ativar o lado educador para atrair as pessoas mais do que afastá-las.

Como em 2015 aprendi a cozinhar, um novo tópico entrou pra minha vida. Existem muitas receitas que quero muito praticar. Cozinhar é realmente delicioso - literalmente. Eu emagreci bastante mas por comer menos e não por me exercitar. Continua a meta de fazer alguma luta/dança/whatever. Se minhas condições empregatícias convergirem, quero fazer pelo menos a minha primeira tattoo nesse ano. Quero voltar a praticar fotografia analógica e pintura à óleo; essas coisas sempre me ajudaram a distrair a mente. Preciso investir em línguas como Espanhol e Francês, além de dar aquela aperfeiçoada no Inglês. Quero ser mais participativo em encontros de historiadores para ver se já vou me acertando quanto a área e o lugar em que quero me especializar (as áreas que mais me interessam são História Contemporânea da América, da Educação e, acima de tudo, História da Arte).

VAMO QUE VAMO, MONAMÚ!

11 fevereiro 2016

Aprendi a gostar de pop



Todo mundo sabe que, graças a DEUS a gente cresce e muda. Muitas vezes para melhor. E eu acho curioso acompanhar essas mudanças.

Há três anos eu postei aqui umas paradas problemáticas. Eu era do tipo que considerava "música" certos estilos e outros não. Desvalorizava o que eu não ouvia.

Quem disse que pop é ruim? Pô, Lady Gaga é um presentão pro mundo. Me sinto lisonjeado por viver na mesma época que Beyoncé. O que seria de mim hoje em dia sem ter Rihanna, Nicki, Demi, Britney, Jessie J pra dar aquela rebolada de vem em quando? Amigas, a vida é muito curta pra ficar de moralismo com música.

Tô montando uma playlist com os popzinhos que têm entrado no meu coração. Dá play aí em cima e se solta!